Saúde

Gastrite

10 de fevereiro de 2016
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Acho que muita gente tem dúvidas em relação a este assunto né?! O que é a gastrite, quais os sintomas, o que fazer, o que posso ou não comer…e pra esclarecer tudo isso, pedi para o meu pai que é especialista no assunto, Dr. Renato Françoso Filho, escrever uma matéria contando um pouquinho sobre essa doença! Espero que acabe com a dúvida de muita gente! hhahah 

Gastrite significa, em última análise, inflamação do estômago. Mais precisamente da mucosa gástrica. Caracteriza-se pela manifestação de sintomas digestivos de intensidades variadas. Desde discretos desconfortos gástricos até dores epigástricas importantes, com náuseas, vômitos, queimação, sensação de vazio ou de plenitude gástrica, peso “no estômago” após alimentação, flatulência, distensão abdominal após comer, perda do apetite.

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Estes sintomas são decorrentes do grau de inflamação e da sensibilidade individual de cada paciente. Há pessoas que sendo portadoras de mínimas lesões apresentam sintomas intensos e outras, com lesões mais severas, sentem pouco incomodo.

As gastrites podem ser agudas, quando de curta duração, geralmente relacionadas com a ingestão de alguns remédios, por exemplo: aspirina, antinflamatorios, alguns antibióticos, quimioterápicos; bebidas alcoólicas; alguns alimentos mais condimentados e gordurosos; estimulantes da secreção gástrica. Também o stress pode ser fator decisivo na gênese desta doença.

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Podem ser crônicas, quando tanto as lesões de mucosa gástrica quanto os sintomas, permanecem por meses ou anos. Também são consequentes a maus hábitos alimentares, uso prolongado de remédios, ou mesmo, stress.

As gastrites ocorrem em todas as faixas etárias, mais frequentemente a partir da adolescência até a terceira idade, estando relacionadas, na maioria das vezes, com hábitos de vida pouco saudáveis, sedentarismo, ansiedade, tensão, comer rápido e alimentos de difícil digestão.

O diagnostico é feito baseado na historia clinica, sintomas, exame físico do paciente e, eventualmente, no exame de endoscopia digestiva alta, indicada quando é necessário o diagnostico diferencial com outras doenças do aparelho digestivo, tais como doença do refluxo, ulceras gástricas ou duodenais, câncer, por exemplo. Também precisa fazer diagnostico diferencial com cálculos de vesícula, pancreatites, verminoses, dentre as mais frequentes.

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Em torno de 50% dos casos pode haver associação com uma bactéria denominada Helicobacter Pylori, podendo ser este um cofator na gênese da doença .

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O tratamento visa a  combater a inflamação da mucosa gástrica diminuindo a produção de acido clorídrico. Isto se faz com drogas denominadas inibidoras da “bomba de prótons”: omeprazol, lansoprazol, pantoprazol, esomeprazol, rabeprazol. Podem ser usados outros fármacos que também vão diminuir a produção de acido, tais como cimetidina e ranitidina. Durante muitas décadas, e ainda hoje se utiliza, os antiácidos de ação local, como hidróxido de alumínio e magnésio.

 

Parte muito importante do tratamento é a mudança de hábitos de vida. O paciente precisa, de alguma forma, diminuir as tensões, situações de ansiedade, aprender a conviver com as pressões do dia a dia. Iniciar programa de atividade física e arrumar tempo para lazer, diversões, convívio familiar e com amigos. Modificar seu habito alimentar, procurando fazer refeições mais balanceadas, em horários mais próximos, em menor quantidade, evitando liquido em excesso as refeições. A ultima refeição deve ocorrer pelo menos 2 horas antes de deitar-se e procurar que seja mais leve, menos gordurosa, de mais fácil digestão, com alimentos cozidos, saladas e legumes.

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Devem ainda ser evitados alimentos que induzem aumento das secreções acidas, como os que contem xantinas, chá mate, chá preto, café. Leite e derivados, especialmente para as pessoas que possam ter alguma intolerância a lactose. Uso moderado de bebidas alcoólicas e não usar refrigerantes, especialmente gasosos. Não há impedimento ao uso de alimentos cítricos (laranja, abacaxi, maracujá, etc), exceto se o paciente tiver marcado histórico de sentir-se mal com uso destes produtos.

É preciso lembrar que o uso de auto medicação , mesmo que recomendada por amigos que as utilizam, pode mascarar uma doença mais grave e retardar o correto e preciso diagnostico. Por isso, antes de medicar-se, procure um médico habilitado para ouvi-lo, examina-lo e indicar os exames necessários quando conveniente, fazendo o diagnostico diferencial entre as possíveis afecções do aparelho digestivo.

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Dr. Renato Françoso Filho Gastroentorologista e Cirurgião Geral CRM 35125

 

 

 

 

 

 

 

Espero que tenham gostado, e se ainda tiverem dúvidas mandem pra gente!

beijos

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2 Comentários

  • Responder kgppbb 5 de dezembro de 2018 de 10:51

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  • Responder capqbq 6 de dezembro de 2018 de 00:55

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